Os drones, veículos aéreos não tripulados e controlados remotamente, podem realizar inúmeras tarefas, razão pela qual os equipamentos se tornaram comuns entre aparatos militares e de vigilância. Na região, a Polícia Civil de Santo André, Mauá e Ribeirão Pires tem nos aparelhos aliados para reforçar o trabalho de investigação. Em julho do ano passado, a Delegacia Seccional de Santo André (que abrange os três municípios acima, além de Rio Grande da Serra) adquiriu nove drones, no valor de R$ 6.444 cada, investimento total de R$ 57,9 mil.
Os aparelhos são usados na Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes), Dicma (Delegacia de Investigação de Crimes contra o Meio Ambiente), CIP (Centro de Inteligência Policial), e nos DPs do Centro (1º), Camilópolis (2º) e Vila Mazzei (6º), em Santo André; na Delegacia Sede e 1º DP (Centro) de Mauá; e na delegacia de Ribeirão Pires.
A norma que regulamenta as operações de drones, da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), completou um ano de vigência no dia 3 de maio. Até abril, 41.338 drones foram cadastrados no País. A estimativa, segundo a Aeronáutica, é a de que operações com esse tipo de tecnologia já sejam utilizadas em pelo menos 36 órgãos de Segurança Pública e Defesa Civil brasileiros.
Devido à situação orçamentária limitada da Polícia Civil, que sofre com falta de profissionais e estrutura aquém da considerada ideal, a compra dos drones foi possível graças a recurso do Fisp (Fundo de Incentivo à Segurança Pública), convênio existente entre a SSP (Secretaria de Segurança Pública) e o governo federal.
O veículo aéreo é capaz de sobrevoar a altura de até 120 metros e alcança um raio de aproximadamente cinco quilômetros de distância. “Usamos os drones em diversas oportunidades, como crimes ambientais, tráfico de drogas, crimes contra a vida e crimes contra o patrimônio. Todos os colegas me afirmaram que têm feito uso do equipamento e que o auxílio é grande”, fala o delegado titular da Seccional de Santo André, Helio Bressan. “Eles facilitaram nossos serviços no que tange a identificação de área, carros, pessoas, lugares. Nos permitiram instruir inquéritos com fotos que demonstram a existência ou não de irregularidade/crime e em casos onde precisamos entrar com força policial para cumprir”, acrescentou.
Detecta
Projeto implantado pelo Estado em 2014, o Detecta auxilia a polícia a recuperar veículos produtos de roubo e prender os criminosos. A iniciativa consiste na instalação de software que realiza cruzamento de informações a partir de câmeras de trânsito com o banco de dados das polícias Militar e Civil. Na região, Santo André, São Caetano e Mauá contam com a tecnologia. São Bernardo e Ribeirão Pires afirmaram estar em tratativas com o Estado.
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